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A nova corrida pelo retrofit: Por que recuperar prédios antigos pode ser mais inteligente do que construir do zero

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Valorização dos centros urbanos, escassez de terrenos e busca por soluções mais sustentáveis aceleram o mercado de retrofit no Brasil; especialista da EQR explica por que o modelo deve ganhar protagonismo nos próximos anos

Nos grandes centros urbanos, encontrar terrenos bem localizados para novos empreendimentos tornou-se um desafio cada vez maior. Ao mesmo tempo, cresce a pressão por soluções que reduzam o impacto ambiental da construção civil e aproveitem melhor a infraestrutura já existente nas cidades. Nesse cenário, o retrofit — processo de modernização e requalificação de edificações existentes — vem deixando de ser uma tendência para se consolidar como uma das principais estratégias do mercado imobiliário.

Mais do que preservar fachadas ou revitalizar imóveis antigos, o retrofit representa uma nova forma de pensar o desenvolvimento urbano. A proposta é transformar ativos subutilizados em empreendimentos modernos, eficientes e alinhados às novas demandas de empresas, investidores e consumidores, reduzindo desperdícios, consumo de recursos naturais e o tempo necessário para colocar um empreendimento em operação. O movimento acompanha uma tendência de valorização dos centros urbanos e da economia circular aplicada ao setor imobiliário.

Créditos: EQR

Para a EQR, focada na transformação de ativos imobiliários por meio de retrofit e requalificação estratégica, esse movimento deve ganhar ainda mais força nos próximos anos, especialmente diante da escassez de áreas disponíveis para novas construções em regiões consolidadas.

“Estamos vivendo uma mudança importante na lógica do mercado imobiliário. Hoje, muitas vezes faz mais sentido recuperar um ativo bem localizado do que iniciar uma construção do zero em regiões afastadas. O retrofit une eficiência econômica, inteligência urbana e sustentabilidade, criando valor onde ele já existe”, afirma Carlos Henrique Nunes dos Santos, fundador e CEO da EQR.

Segundo o executivo, além da redução do impacto ambiental, o retrofit oferece vantagens competitivas importantes para investidores e empresas, como menor prazo de desenvolvimento, aproveitamento da infraestrutura urbana existente e maior potencial de valorização em regiões já consolidadas.

“O mercado passou a entender que localização continua sendo um dos ativos mais valiosos do setor imobiliário. O retrofit permite atualizar edifícios que perderam competitividade e devolvê-los ao mercado preparados para uma nova realidade de ocupação, tecnologia e eficiência operacional”, destaca.

Esse novo comportamento também acompanha mudanças no perfil dos ocupantes dos imóveis corporativos e comerciais. Após a pandemia, empresas passaram a buscar espaços mais modernos, sustentáveis e flexíveis, impulsionando a demanda por edifícios reposicionados sem a necessidade de expansão urbana.

Entre os projetos desenvolvidos pela EQR está o EQR Tower, em Alphaville (SP), que passou por um amplo processo de retrofit para atualização arquitetônica, modernização operacional e reposicionamento comercial, transformando um ativo já existente em um empreendimento preparado para as novas exigências do mercado.

Para a companhia, o avanço do retrofit representa muito mais do que uma oportunidade de negócios. Trata-se de uma mudança estrutural na forma como cidades, investidores e empresas enxergam o patrimônio imobiliário.

“Construir continuará sendo importante. Mas recuperar ativos estratégicos será cada vez mais uma decisão inteligente do ponto de vista econômico, urbano e ambiental. O futuro das cidades passa, necessariamente, por reaproveitar melhor aquilo que elas já possuem”, conclui Carlos Henrique.

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