Na harmonização orofacial, o resultado final não depende apenas da técnica escolhida ou da experiência do profissional. O período pós-procedimento tem papel determinante para a segurança, a naturalidade e a durabilidade dos tratamentos. De acordo com o cirurgião-dentista Prado Fernandes, especialista em harmonização orofacial e atuante na Barra da Tijuca, essa etapa é tão importante quanto a aplicação em si.
“O pós-procedimento é o momento em que o organismo começa a se adaptar ao que foi realizado. É nessa fase que o tecido cicatriza, o produto se integra e o estímulo ao colágeno acontece de forma efetiva”, explica o Dr. Prado. Segundo ele, quando o paciente segue corretamente as orientações, os riscos diminuem e os resultados se tornam mais previsíveis e duradouros.
Nas primeiras 24 a 48 horas, os cuidados precisam ser redobrados. O especialista orienta evitar tocar ou manipular a área tratada, utilizar compressas frias para reduzir inchaço e hematomas, manter a cabeça elevada ao dormir e suspender atividades físicas intensas. “Essas medidas simples ajudam a controlar o processo inflamatório e favorecem uma recuperação mais tranquila”, destaca.
O uso correto de curativos e medicações também influencia diretamente no sucesso do tratamento. “Curativos funcionam como uma proteção e, em alguns casos, auxiliam na estabilização dos tecidos. Já as medicações prescritas ajudam a controlar dor, inflamação e prevenir infecções, que podem comprometer todo o resultado”, afirma o Dr. Prado. Ele reforça que interromper ou utilizar medicamentos de forma inadequada pode gerar intercorrências evitáveis.
Cada técnica exige cuidados específicos no pós-procedimento. No caso da toxina botulínica, o profissional ressalta a importância de não massagear a região e evitar deitar nas primeiras horas. “Esses cuidados evitam a migração da toxina e possíveis assimetrias”, explica. Já após a aplicação de fios de PDO, é fundamental limitar movimentos faciais exagerados e dormir de barriga para cima por um período maior. Em preenchimentos e bioestimuladores, a recomendação é evitar pressão excessiva e exposição ao calor.
Entre os erros mais comuns observados no consultório, o Dr. Prado cita a desobediência às orientações, o retorno precoce à atividade física, o consumo de álcool e a exposição solar inadequada. “Muitos pacientes subestimam o pós-procedimento, mas essas atitudes podem prolongar o inchaço, aumentar hematomas e até comprometer o efeito estético planejado”, alerta.
O acompanhamento profissional após a harmonização é outro fator essencial. Segundo o especialista, as consultas de retorno permitem avaliar a evolução, identificar qualquer alteração de forma precoce e realizar ajustes quando necessários. “O acompanhamento garante segurança, tranquiliza o paciente e nos permite intervir rapidamente caso algo fuja do esperado”, afirma.
Para o Dr. Prado, a harmonização orofacial responsável envolve cuidado contínuo. “O procedimento não termina quando o paciente sai da clínica. O pós-procedimento faz parte do tratamento e é determinante para alcançar um resultado bonito, natural e seguro”, conclui.


